O conhecimento prévio a respeito do assunto
a ser redigido é essencial para uma boa
redação. Como você vai escrever sobre um
assunto que desconhece?
Ler jornais, livros, reportagens, resenhas,
artigos é a principal dica para quem não
deseja ficar perdido diante de um tema.
Contudo, para aqueles que estão prestes a
fazer o vestibular, fique atento à coletânea
textual, a qual é o conjunto de textos que
sucede as propostas de redação.
Na coletânea há informações que podem ser
usadas como fontes, no entanto, não podem
ser copiadas. Além disso, a própria
avaliação do vestibular traz explicações das
propostas de construção textual, leia-as
cautelosamente.
Redigir uma boa redação também exige
prática, quanto mais treinamento melhor.
Igualmente, saber os elementos que compõem
um texto narrativo, dissertativo, descritivo
é fundamental. Todavia, as provas de
vestibular estão voltadas a tipos de textos
que antes não eram cobrados, como as
seguintes propostas: carta pessoal, artigo
de opinião, manifesto, carta argumentativa,
diário, fábula, artigo científico.
É importante que o aluno busque informações
sobre cada tipo de proposta, treine e não se
prenda a certos tipos de erros comuns como,
por exemplo: introduções muito amplas,
cheias de detalhes, ultrapassando seis
linhas; desenvolvimento repetitivo, com as
mesmas argumentações ou com idéias que se
distanciam do que foi dito na introdução;
conclusão com chavões (Concluindo,
Finalizando, Em resumo). A conclusão é um
desfecho, geralmente expõe a resolução de um
problema e não deve ser prolongada, o ideal
é que tenha a mesma quantidade de linhas da
introdução: seis linhas para um texto de
trinta ou trinta e cinco linhas.
Em uma carta, seja qual for a tipologia
(argumentativa, de reclamação, pessoal,
científica), evite a introdução “Venho
através desta”, trata-se de um pleonasmo,
pois está claro que o canal de comunicação
escolhido é a carta. Ainda na introdução,
não utilize expressões clichês como “Hoje em
dia”, “Nos dias de hoje”, “Há muito tempo”,
pois empobrecem o texto. Introduza o assunto
sem delongas, como: “A população precisa de
atendimento de urgência público, pois...”,
“Os médicos da rede pública estão sendo mal
remunerados em comparação à quantidade de
serviços prestados diariamente.”
Em uma dissertação evite colocar pronomes
pessoais na primeira pessoal, pois a
intenção pode até ser expor sua opinião
sobre algo, mas deve ser apresentada como
uma observação geral sobre o assunto. Neste
caso, o melhor é utilizar a terceira pessoa
do plural, pois generaliza o conceito ou a
apreciação (Não podemos, nós somos
brasileiros).
Em uma redação seja mais objetivo, não se
estenda em um assunto, escreva somente o
necessário para o entendimento de quem lê,
se posicione na condição de leitor, releia
seu texto, faça rascunho, use a coletânea
(não para copiar), não repita o mesmo
argumento, não ultrapasse trinta e cinco
linhas e fique atento à estrutura do texto e
proposta escolhida.
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