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QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO COM GABARITO



 

 QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
   

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS COM GABARITO

             

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS COM GABARITO




 Riscos da advocacia invadida

Tanto quanto se saiba, a polícia tem praticado entradas forçosas em escritórios de advocacia, apreendido papéis e
praticado outras violências. A versão oficial diz que as chamadas invasões não existem, pois se trata de ingressos autorizados por ordem judicial para fins determinados, relativos a investigações na apuração de responsabilidades graves. A regra essencial a esse respeito é, porém, a da inviolabilidade do escritório do advogado. Sou advogado, além
de jornalista e, portanto, parte interessada. Por isso, limitarei as anotações cabíveis estritamente aos campos da Constituição e da lei vigente, sem qualquer extrapolação.
Comecemos pelo inciso 6 do artigo 5o da Carta Magna, o qual afirma ser “livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. A advocacia exige qualificações específicas, na Carta Magna e na Lei no 8.906/94, consistentes no diploma do bacharel em ciências jurídicas, no registro profissional na Ordem dos Advogados, depois da aprovação no Exame da Ordem.
Não é possível o exercício da profissão advocatícia se o cliente não tiver confiança absoluta em que as informações e os documentos passados a seu advogado sejam invioláveis. Nem será possível se o advogado puder ser constrangido a informar fatos relativos a seu cliente. O sigilo do médico e o do sacerdote têm força igual à do sigilo do advogado. Daí dizer a Lei no 8.906/94, no inciso 19 do artigo 7o, ser direito deste profissional recusar-se a depor como testemunha, mesmo quando autorizado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. Se não pode depor, mesmo em juízo, imagine-se a gravidade de ver apreendido, em seu escritório, documento que implique em
responsabilidade de seu cliente. Tem havido, porém, escritórios que aceitam ser sede de empresas de seus clientes, designando locais, em seu espaço interno, para esse efeito. Em outros casos, o advogado é diretor de empresa, não se encontrando no exercício da profissão. São alternativas diversas das que tipificam a atividade profissional, não garantidas pela Constituição e pelas leis, quanto à inviolabilidade. Fora daí, invadir o escritório e apreender documentos físicos ou eletrônicos é abuso de direito, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem considerado geradora de prova ilícita.

(Walter Ceneviva, Folha de S. Paulo, 07/05/2005)

1. O autor do texto manifesta-se contra práticas policiais:

(A) a que falta o respaldo básico de uma ordem judicial
explícita.
(B) de respaldo ético indiscutível, já que amparadas por
determinação judicial.
(C) que ferem direito garantido, inerente a toda prática
profissional.
(D) em que há abuso da autoridade e extrapolação de
uma ordem judicial.
(E) em que se ignora direito já reconhecido pela jurisprudência.
_________________________________________________________
2. Considere as seguintes afirmações:

I. Quanto à sua inviolabilidade, o direito ao sigilo de médicos e de sacerdotes é garantido no inciso 19
do artigo 7o da Lei no 8.906/94 e deveria, segundo o autor, ser estendido à prática advocatícia.
II. Para provar sua imparcialidade no tratamento da questão central de seu texto, o autor recusa-se a se
valer de argumentos próprios à sua qualificação profissional.
III. Segundo o autor, a garantia de inviolabilidade do escritório de advocacia deixa de existir quando seu espaço for utilizado para o exercício de atividades outras. Em relação ao texto, está correto o que se afirma:

APENAS em:

(A) III.
(B) II e III.
(C) II.
(D) I e II.
(E) I.
_________________________________________________________
3. No segundo parágrafo, lê-se: Por isso, limitarei as anotações cabíveis estritamente aos campos da Constituição e da lei vigente, sem qualquer extrapolação. Deve-se entender que a expressão sublinhada na frase
remete diretamente a uma informação já explicitada no contexto:

(A) a versão oficial nega as entradas forçosas.
(B) o autor se declara parte interessada na questão de
que trata.
(C) o autor está em pleno exercício de seu ofício de
jornalista.
(D) a advocacia exige sempre qualificações específicas.
(E) os dispositivos legais já citados são inequívocos.

GABARITO:

1- e
2- a
3- b

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