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Página inicial      O QUE É MEMÓRIA VIRTUAL




 

O QUE É MEMÓRIA VIRTUAL    
 ESTUDO SOBRE MEMÓRIA VIRTUAL
 SOBRE MEMÓRIA VIRTUAL

MEMÓRIA VIRTUAL

     

 

A memória virtual consiste em recursos de hardware e software com três funções básicas:

(i) realocação (ou recolocação), para assegurar que cada processo (aplicação) tenha o seu próprio espaço de endereçamento, começando em zero;
(ii) proteção, para impedir que um processo utilize um endereço de memória que não lhe pertença;
(iii) paginação (paging) ou troca (swapping), que possibilita a uma aplicação utilizar mais memória do que a fisicamente existente (essa é a função mais conhecida).
Simplificadamente, um usuário ou programador vê um espaço de endereçamento virtual, que pode ser igual, maior ou menor que a memória física (normalmente chamada memória DRAM - Dynamic Random Access Memory).



Paginação para principiantes

Para o usuário que está com pouca memória RAM, paginação é muito útil pois possibilita que seus programas utilizem um tamanho de sua escolha para usar como uma memória "RAM" virtual. Mas caso a memória do programa exceder a memória real de seu sistema, apenas as partes utilizadas pelo processo atual estarão na memória, o resto estará armazenado no disco rígido.

Como o disco rígido é um hardware mais lento do que a memória RAM, essa memória virtual que você dimensionou não vai ser igual como se você estivesse utilizando uma memória RAM normal em seu computador.[3] A melhoria é significativa quando você usa memória virtual em um computador que não tem a mesma.[2]

História

Todos os computadores modernos de uso genérico utilizam memória virtual para executar a mais simples das aplicações, tais como processadores de texto, folhas de cálculo, jogos, leitores multimídia, etc. Os sistemas operacionais mais antigos, como o DOS e o Microsoft Windows de 1980,[4] ou os mainframes da década de 1960, geralmente não tinham a funcionalidade da memória virtual, com as excepções notáveis do Atlas B5000 e o Apple Lisa.

A memória virtual foi inicialmente criada para possibilitar a um programa ser executado em um computador com uma quantidade de memória principal (física) menor que o tamanho de todo o espaço do utilizado pelo próprio programa.[5] Ou seja, o espaço ocupado pelas instruções, dados e pilha de execução de um programa pode ser maior que o espaço em memória principal disponível. Por exemplo, um programa que ocupa um total de 64 MiB pode ser executado em um computador com apenas 32 MiB disponíveis para o programa, bastando que o sistema operacional se encarregue de manter sempre na memória principal as partes adequadas à execução naquele momento.[6]

A memória virtual foi desenvolvido por volta de 1959-1962, na Universidade de Manchester para o Computador Atlas, terminado em 1962.[7] A ideia é atribuída a John Fotheringham,[8] no entanto, Fritz-Rudolf Güntsch, um cientista alemão, pioneiro da ciência computacional e, mais tarde, o criador do mainframe Telefunken TR 440, alega ter inventado o conceito em 1957, na sua tese de doutorado Logischer Entwurf eines digitalen Rechengerätes mit mehreren asynchron laufenden Trommeln und automatischem Schnellspeicherbetrieb (Conceito lógico para um sistema digital computacional com múltiplos sistemas assíncronos de armazenamento e modo de memória rápida automática).

 Funcionamento

Existem dois mecanismos principais para implementação da memória virtual: paginação e segmentação[9]

Na paginação a memória física é dividida em blocos de bytes contíguos denominados molduras de páginas (page frames), geralmente com tamanho de 4 KiB (arquiteturas x86 e x86-64) ou 8 KiB (arquiteturas RISC) de tamanho. Por sua vez, o espaço de memória de um processo (contendo as instruções e dados do programa) é dividido em páginas que são fisicamente armazenadas nas molduras e possuem o mesmo tamanho destas.

Na segmentação existem vários espaços de endereçamento para cada aplicação (os segmentos). Neste caso, o endereçamento consiste em um par ordenado [segmento:deslocamento], onde o deslocamento é a posição do byte dentro do segmento.

Na arquitetura x86 (32 e 64 bits), são usadas a segmentação e a paginação.[10] O espaço de endereçamento de uma aplicação é dividido em segmentos, onde é determinado um endereço lógico, que consiste no par [segmento:deslocamento]; o dispositivo de segmentação converte esse endereço para um endereço linear (virtual); finalmente, o dispositivo de paginação converte o endereço virtual para físico, localizando a moldura de página que contém os dados solicitados.

O endereço virtual é encaminhado para a unidade de gerenciamento de memória (MMU - Memory Management Unit), um dispositivo do processador, cuja função é transformar o endereço virtual em físico e solicitar este último endereço ao controlador de memória. A conversão de endereços virtuais em físicos baseia-se em tabelas de páginas, que são estruturas de dados mantidas pelo sistema operativo.[2]

As tabelas de páginas descrevem cada página da aplicação (num sistema em execução, existe pelo menos uma tabela de páginas por processo). Cada tabela é indexada pelo endereço virtual e contém o endereço físico da moldura correspondente ou a indicação de que a página está em um dispositivo de armazenamento secundário (normalmente um disco rígido).

Como o acesso à tabela de páginas é muito lento, pois está em memória, a MMU possui uma cache associativa chamada buffer de tradução de endereços (TLB - Translation Lookaside Buffer) que consiste em uma pequena tabela contendo os últimos endereços virtuais solicitados e seus correspondentes endereços físicos.

[editar] Linux em 32 bitsNa arquitetura x86 de 32 bits, o Linux pode endereçar até 4 GiB de memória virtual (também chamado de espaço de endereçamento linear).[11] Este espaço é dividido em dois: o espaço do núcleo (kernel space) e o espaço do usuário (user space). O primeiro é único e protegido das aplicações comuns, e armazena, além do próprio código do núcleo, uma estrutura que descreve toda a memória física; este espaço é limitado a um gibibyte (1024 MiB). Cada aplicação recebe um espaço de endereçamento de até 3 GiB para armazenar o código e os dados do programa.

Caso a memória física seja menor do que a necessária para conter todas as aplicações, o Linux pode alocar espaço em meios de armazenamento diversos (disco rígido, dispositivo de rede e outros). Este espaço é tradicionalmente conhecido como espaço de troca (swap space), embora o mecanismo adotado seja a paginação.

Windows em 32 bits

Analogamente ao Linux, as versões atuais do Windows de 32 bits usam um espaço de endereçamento de 4 GiB divididos em duas partes. Por padrão, o Windows reserva 2 GiB para o núcleo e permite que cada aplicação use até 2 GiB. Entretanto, é possível alterar essa configuração, e permitir que uma aplicação use até 3 GiB. Neste caso, obviamente, o espaço do núcleo será reduzido para um gibibyte.[12]

Diferentemente do Linux, o Windows usa apenas arquivos para paginação (paging files). Pode usar até 16 desses arquivos, e cada um pode ocupar até 4095 MiB de espaço em disco.

Resumo

Memória virtual é uma forma de contornar o problema de falta de memória RAM num computador utilizando a própria memória interna do HD (disco rígido) através da criação virtual de memória estendida que funciona da mesma maneira que a RAM embora muito mais lentamente, uma vez que isto acontece ao nível do HD e, como se sabe, a velocidade dos discos rígidos ainda é muito inferior à de um pente de memória RAM normal. A memória virtual é feita deixando um espaço do HD reservado para que seja possível a sua utilização como memória virtual. No Windows você como usuário pode tanto escolher a opção de deixar o Windows escolher qual é a melhor opção de quantidade de memória RAM(sendo que este espaço vai ficar indo e voltando),mas geralmente o Windows por si só pega pouca memória RAM. Ainda também ser feito a escolha pelo próprio usuário de quanto quer usar de seu disco rígido para memória virtual, ou seja, alocação de memória do disco rígido para ser usada como se fosse memória RAM.

No Linux a memória virtual também existe mas ela já é dimensionada quanto ao seu tamanho na instalação e não poderá mais ser mudada ao longo da vida do sistema instalado no seu computador somente poderá ser mudado se o disco rígido for reparticionado novamente para utilizar uma partição maior de swap (que é assim chamado a memória virtual do Linux), e assim deixando a swap maior você terá que diminuir a raiz que é onde você instala o sistema operacional e pode manipular com todos os seus documentos.

Bom à memória virtual também é chamado de arquivo de paginação em alguns lugares. Recomenda-se que se use 2x a 3x de memória virtual do que você tiver de memória RAM,você pode encontrar esse tipo de recomendação em vários sites como fóruns de informática, mas não siga isso a risca, pois, se você tiver um computador com memória de ‘4’ GiB, o que a maioria das pessoas diz como (gigabytes), por exemplo, é loucura seguir o exemplo e colocar ‘8’ GiB.

A memória virtual deixou os programadores despreocupados com quanto de memória seu programa irá precisar para rodar no computador e se o respectivo programa poderia rodar com outros sem travar, pois a memória virtual utilizando a memória do disco rígido tem uma memória muito maior do que os pentes de memória RAM que você encontra hoje em dia no mercado que chegam aos seus 4 GiB, podendo o programador se preocupar mais com a tarefa de programação do que a de quanto o programa irá gastar de memória.Memória virtual é um conjunto de algoritmos muito bem estipulados de maneira que conseguem fazer com que parte do disco rígido se pareça com a memória RAM. e

Fonte  Wikipédia

  

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