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QUAL FOI
O PRIMEIRO COMPUTADOR
QUAL FOI O PRIMEIRO COMPUTADOR
ESTUDO SOBRE O PRIMEIRO COMPUTADOR
SOBRE O
PRIMEIRO COMPUTADOR
O PRIMEIRO
COMPUTADOR
Computador é uma máquina capaz de variados tipos de
tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de
computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o
computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre
eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala,
desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual,
entretenimento e cultura.
No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em
geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de
computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da
computação.
Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da
Informação[1]; e isto é o que muitas pessoas consideram como "computador".
Entretanto, atualmente as formas mais comuns de computador em uso são os
sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros
dispositivos, como robôs, câmeras digitais ou brinquedos.
História
Cronologia da evolução dos computadores
As primeiras máquinas de computar
Pascaline, máquina calculadora feita por Blaise Pascal.John Napier (1550-1617),
escocês inventor dos logaritmos, também inventou os ossos de Napier, que eram
tabelas de multiplicação gravadas em bastão, o que evitava a memorização da
tabuada.
A primeira máquina de verdade foi construída por Ediin, sendo capaz de somar,
subtrair, multiplicar e dividir. Essa máquina foi perdida durante a guerra dos
trinta anos, sendo que recentemente foi encontrada alguma documentação sobre
ela. Durante muitos anos nada se soube sobre essa máquina, por isso, atribuía-se
a Blaise Pascal (1623-1662) a construção da primeira máquina calculadora, que
fazia apenas somas e subtrações.
A máquina Pascal foi criada com objetivo de ajudar seu pai a computar os
impostos em Rouen, França. O projeto de Pascal foi bastante aprimorado pelo
matemático alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1726), que também inventou o
cálculo, o qual sonhou que, um dia no futuro, todo o raciocínio pudesse ser
substituído pelo girar de uma simples alavanca.
Todas essas máquinas, porém, estavam longe de ser um computador de uso geral,
pois não eram programáveis. Isto quer dizer que a entrada era feita apenas de
números, mas não de instruções a respeito do que fazer com os números.
Babbage
Réplica (parte) do Calculador Diferencial criado por Charles Babbage.A
origem da idéia de programar uma máquina vem da necessidade de que as máquinas
de tecer produzissem padrões de cores diferentes. Assim, no século XVIII foi
criada uma forma de representar os padrões em cartões de papel perfurado, que
eram tratados manualmente. Em 1801, Joseph Marie Jacquard (1752-1834) inventa um
tear mecânico, com uma leitora automática de cartões.
A ideia de Jacquard atravessou o Canal da Mancha, onde inspirou Charles Babbage
(1792-1871), um professor de matemática de Cambridge, a desenvolver uma máquina
de “tecer números”, uma máquina de calcular onde a forma de calcular pudesse ser
controlada por cartões.
Tudo começou com a tentativa de desenvolver uma máquina capaz de calcular
polinômios por meio de diferenças, o calculador diferencial. Enquanto projetava
seu calculador diferencial, a idéia de Jacquard fez com que Babbage imaginasse
uma nova e mais complexa máquina, o calculador analítico, extremamente
semelhante ao computador atual.
Sua parte principal seria um conjunto de rodas dentadas, o moinho, formando uma
máquina de somar com precisão de cinquenta dígitos. As instruções seriam lidas
de cartões perfurados. Os cartões seriam lidos em um dispositivo de entrada e
armazenados, para futuras referências, em um banco de mil registradores. Cada um
dos registradores seria capaz de armazenar um número de cinquenta dígitos, que
poderiam ser colocados lá por meio de cartões a partir do resultado de um dos
cálculos do moinho.
Além disso tudo, Babbage imaginou a primeira máquina de impressão, que
imprimiria os resultados dos cálculos, contidos nos registradores. Babbage
conseguiu, durante algum tempo, fundos para sua pesquisa, porém não conseguiu
completar sua máquina no tempo prometido e não recebeu mais dinheiro. Hoje,
partes de sua máquina podem ser vistas no Museu Britânico, que também construiu
uma versão completa, utilizando as técnicas disponíveis na época.
Junto com Babbage, trabalhou a jovem Ada Augusta, filha do poeta Lord Byron,
conhecida como Lady Lovelace e Ada Lovelace. Ada foi a primeira programadora da
história, projetando e explicando, a pedido de Babbage, programas para a máquina
inexistente. Ada inventou os conceitos de subrotina, uma seqüência de instruções
que pode ser usada várias vezes, loop, uma instrução que permite a repetição de
uma seqüência de cartões, e do salto condicional, que permite saltar algum
cartão caso uma condição seja satisfeita.
Ada Lovelace e Charles Babbage estavam avançados demais para o seu tempo, tanto
que até a década de 1940, nada se inventou parecido com seu computador
analítico. Até essa época foram construídas muitas máquinas mecânicas de somar
destinadas a controlar negócios (principalmente caixas registradoras) e algumas
máquinas inspiradas na calculadora diferencial de Babbage, para realizar
cálculos de engenharia (que não alcançaram grande sucesso).
A máquina de tabularO próximo avanço dos computadores foi feito pelo americano
Herman Hollerith (1860-1929), que inventou uma máquina capaz de processar dados
baseada na separação de cartões perfurados (pelos seus furos). A máquina de
Hollerith foi utilizada para auxiliar no censo de 1890, reduzindo o tempo de
processamento de dados de sete anos, do censo anterior, para apenas dois anos e
meio. Ela foi também pioneira ao utilizar a eletricidade na separação, contagem
e tabulação dos cartões.
A empresa fundada por Hollerith é hoje conhecida como International Business
Machines, ou IBM.
Os primeiros computadores de uso geral
Z1, computador eletro-mecânico construído por Konrad Zuse.O primeiro
computador eletro-mecânico foi construído por Konrad Zuse (1910–1995). Em 1936,
esse engenheiro alemão construiu, a partir de relês que executavam os cálculos e
dados lidos em fitas perfuradas, o Z1. Zuse tentou vender o computador ao
governo alemão, que desprezou a oferta, já que não poderia auxiliar no esforço
de guerra. Os projetos de Zuse ficariam parados durante a guerra, dando a chance
aos americanos de desenvolver seus computadores.
Foi na Segunda Guerra Mundial que realmente nasceram os computadores atuais. A
Marinha americana, em conjunto com a Universidade de Harvard, desenvolveu o
computador Harvard Mark I, projetado pelo professor Howard Aiken, com base no
calculador analítico de Babbage. O Mark I ocupava 120m³ aproximadamente,
conseguindo multiplicar dois números de dez dígitos em três segundos.
Simultaneamente, e em segredo, o Exército Americano desenvolvia um projeto
semelhante, chefiado pelos engenheiros J. Presper Eckert e John Mauchy, cujo
resultado foi o primeiro computador a válvulas, o Eletronic Numeric Integrator
And Calculator (ENIAC)[2], capaz de fazer quinhentas multiplicações por segundo.
Tendo sido projetado para calcular trajetórias balísticas, o ENIAC foi mantido
em segredo pelo governo americano até o final da guerra, quando foi anunciado ao
mundo.
ENIAC, computador desenvolvido pelo Exército Americano.No ENIAC, o programa era
feito rearranjando a fiação em um painel. Nesse ponto John von Neumann propôs a
idéia que transformou os calculadores eletrônicos em “cérebros eletrônicos”:
modelar a arquitetura do computador segundo o sistema nervoso central. Para
isso, eles teriam que ter três características:
1.Codificar as instruções de uma forma possível de ser armazenada na memória do
computador. Von Neumann sugeriu que fossem usados uns e zeros.
2.Armazenar as instruções na memória, bem como toda e qualquer informação
necessária a execução da tarefa, e
3.Quando processar o programa, buscar as instruções diretamente na memória, ao
invés de lerem um novo cartão perfurado a cada passo.
Visão simplificada da arquitetura de Von Neumann.Este é o conceito de programa
armazenado, cujas principais vantagens são: rapidez, versatilidade e
automodificação. Assim, o computador programável que conhecemos hoje, onde o
programa e os dados estão armazenados na memória ficou conhecido como
Arquitetura de von Neumann.
Para divulgar essa idéia, von Neumann publicou sozinho um artigo. Eckert e
Mauchy não ficaram muito contentes com isso, pois teriam discutido muitas vezes
com ele. O projeto ENIAC acabou se dissolvendo em uma chuva de processos, mas já
estava criado o computador moderno.
Arquitetura de hardware
LEGENDA: 01- Monitor; 02- Placa-Mãe; 03- Processador; 04- Memória RAM; 05-
Placas de Rede, Placas de Som, Vídeo, Fax...; 06- Fonte de Energia; 07- Leitor
de CDs e/ou DVDs; 08- Disco Rígido (HD); 09- Mouse (Rato); 10- Teclado.Mesmo que
a tecnologia utilizada nos computadores digitais tenha mudado dramaticamente
desde os primeiros computadores da década de 1940 (veja história do hardware),
quase todos os computadores atuais ainda utilizam a arquitetura de von Neumann
proposta por John von Neumann.
Seguindo a arquitetura, os computadores possuem quatro sessões principais, a
unidade lógica e aritmética, a unidade de controle, a memória e os dispositivos
de entrada e saída. Essas partes são interconectadas por barramentos. A unidade
lógica e aritmética, a unidade de controle, os registradores e a parte básica de
entrada e saída são conhecidos como a CPU.
Alguns computadores maiores diferem do modelo acima em um aspecto principal -
eles têm múltiplas CPUs trabalhando simultaneamente. Adicionalmente, poucos
computadores, utilizados principalmente para pesquisa e computação científica,
têm diferenças significativas do modelo acima, mas eles não tem grande aplicação
comercial.
Processamento
O processador (ou CPU) é uma das partes principais do
hardware do computador e é responsável pelos cálculos, execução de tarefas e
processamento de dados. A velocidade com que o computador executa as tarefas ou
processa dados está diretamente ligada à velocidade do processador. As primeiras
CPUs eram constituídas de vários componentes separados, mas desde meados da
década de 1970 as CPUs vêm sendo manufaturadas em um único circuito integrado,
sendo então chamadas microprocessadores.
A unidade lógica e aritmética (ULA) é a unidade central do processador, que
realmente executa as operações aritméticas e lógicas entre dois números. Seus
parâmetros incluem, além dos números operandos, um resultado, um comando da
unidade de controle, e o estado do comando após a operação. O conjunto de
operações aritméticas de uma ULA pode ser limitado a adição e subtração, mas
também pode incluir multiplicação, divisão, funções trigonométricas e raízes
quadradas. Algumas podem operar somente com números inteiros, enquanto outras
suportam o uso de ponto flutuante para representar números reais (apesar de
possuírem precisão limitada).
A unidade de controle é a unidade do processador que armazena a posição de
memória que contém a instrução corrente que o computador está executando,
informando à ULA qual operação a executar, buscando a informação (da memória)
que a ULA precisa para executá-la e transferindo o resultado de volta para o
local apropriado da memória. Feito isto, a unidade de controle vai para a
próxima instrução (tipicamente localizada na próxima posição da memória, a menos
que a instrução seja uma instrução de desvio informando que a próxima instrução
está em outra posição.
A CPU também contém um conjunto restrito de células de memória chamados
registradores que podem ser lidos e escritos muito mais rapidamente que em
outros dispositivos de memória. São usados frequentemente para evitar o acesso
contínuo à memória principal cada vez que um dado é requisitado.
Memória
A memória é um dispositivo que permite ao computador
armazenar dados por certo tempo. Atualmente o termo é geralmente usado para
definir as memórias voláteis, como a RAM, mas seu conceito primordial também
aborda memórias não voláteis, como o disco rígido. Parte da memória do
computador é feita no próprio processador; o resto é diluído em componentes como
a memória RAM, memória cache, disco rígido e leitores de mídias removíveis, como
disquete, CD e DVD.
Nos computadores modernos, cada posição da memória é configurado para armazenar
grupos de oito bits (chamado de um byte). Cada byte consegue representar 256
números diferentes; de 0 a 255 ou de -128 a +127. Para armazenar números maiores
pode-se usar diversos bytes consecutivos (geralmente dois, quatro ou oito).
Quando números negativos são armazenados, é utilizada a notação de complemento
para dois.
A memória do computador é normalmente dividida entre primária e secundária,
sendo possível também falar de uma memória "terciária".
Memória primária
A memória primária é aquela acessada diretamente pela Unidade Lógica e
Aritmética. Tradicionalmente essa memória pode ser de leitura e escrita (RAM) ou
só de leitura (ROM). Atualmente existem memórias que podem ser classificadas
como preferencialmente de leitura, isso é, variações da memória ROM que podem
ser regravadas, porém com um número limitado de ciclos e um tempo muito mais
alto.
Normalmente a memória primária se comunica com a ULA por meio de um barramento
ou canal de dados. A velocidade de acesso a memória é um fator importante de
custo de um computador, por isso a memória primária é normalmente construída de
forma hierárquica em um projeto de computador. Parte da memória, conhecida como
cache fica muito próxima à ULA, com acesso muito rápido. A maior parte da
memória é acessada por meio de vias auxiliares.
Normalmente a memória é nitidamente separada da ULA em uma arquitetura de
computador. Porém, os microprocessadores atuais possuem memória cache
incorporada, o que aumenta em muito sua velocidade.
Memória RAM
Memória RAM de um PC.A memória RAM (Random Access Memory) é uma sequência de
células numeradas, cada uma contendo uma pequena quantidade de informação. A
informação pode ser uma instrução para dizer ao computador o que fazer. As
células podem conter também dados que o computador precisa para realizar uma
instrução. Qualquer célula pode conter instrução ou dado, assim o que em algum
momento armazenava dados pode armazenar instruções em outro momento. Em geral, o
conteúdo de uma célula de memória pode ser alterado a qualquer momento, a
memória RAM é um rascunho e não um bloco de pedra.
As memórias RAM são denominadas genericamente de DRAM (RAM dinâmica), pelo fato
de possuírem uma característica chamada refrescamento de memória, que tem a
finalidade de regravar os dados armazenados em intervalos regulares de tempo,o
que é necessário para a manutenção de seu conteúdo. O tamanho de cada célula, e
o número de células, varia de computador para computador, e as tecnologias
utilizadas para implementar a memória RAM variam bastante. Atualmente o mais
comum é a implementação em circuitos integrados.
Memória ROM
Memória ROM de um PC.A memória ROM (Read-Only Memory) é uma memória que só pode
ser lida e os dados não são perdidos com o desligamento do computador. A
diferença entre a memória RAM e a ROM é que a RAM aceita gravação, regravação e
perda de dados. Mesmo se for enviada uma informação para ser gravada na memória
ROM, o procedimento não é executado (esta característica praticamente elimina a
criação de vírus que afetam a ROM).
Um software gravado na ROM recebe o nome de firmware. Em computadores da linha
IBM-PC eles são basicamente três, que são acessados toda vez que ligamos o
computador, a saber: BIOS, POST e SETUP.
Existe uma variação da ROM chamada memória preferencialmente de leitura que
permite a re-gravação de dados. São as chamadas EPROM (Erasable Programmable
Read Only Memory) ou EEPROM (Electrically Erasable Programmable Read-Only
Memory).
[editar] Memória secundáriaA memória secundária ou memória de massa é usada para
gravar grande quantidade de dados, que não são perdidos com o desligamento do
computador, por um período longo de tempo. Exemplos de memória de massa incluem
o disco rígido e mídias removíveis como o CD-ROM, o DVD, o disquete e o pen
drive.
Normalmente a memória secundária não é acessada diretamente pela ULA, mas sim
por meio dos dispositivos de entrada e saída. Isso faz com que o acesso a essa
memória seja muito mais lento do que o acesso a memória primária. Para isso cada
dispositivo encontra-se com um buffer de escrita e leitura para melhoramento de
desempenho.
Supostamente, consideramos que a memória terciária está permanentemente ligada
ao computador.
Memória terciária
Fita magnética para gravação de dados.Sistemas mais complexos de computação
podem incluir um terceiro nível de memória, com acesso ainda mais lento que o da
memória secundária. Um exemplo seria um sistema automatizado de fitas contendo a
informação necessária. A memória terciária não é nada mais que um dispositivo de
memória secundária ou memória de massa colocado para servir um dispositivo de
memória secundária.
As tecnologias de memória usam materiais e processos bastante variados. Na
informática, elas têm evoluído sempre em direção de uma maior capacidade de
armazenamento, maior miniaturização, maior rapidez de acesso e confiabilidade,
enquanto seu custo cai constantemente.
Entretanto, a memória de um computador não se limita a sua memoria individual e
física, ela se apresenta de maneira mais ampla, e sem lugar definido (desterritorializada).
Temos possibilidades de armazenar em diversos lugares na rede, podemos estar em
Cairo e acessar arquivos que foram armazenados em sítios no Brasil.
É crescente a tendência para o armazenamento das informações na memória do
espaço virtual, ou o chamado ciberespaço, através de discos virtuais e anexos de
e-mails. Isto torna possível o acesso a informação a partir de qualquer
dispositivo conectado à Internet.
Entrada e saída
Mouse
Os dispositivos de entrada e saída (E/S) são periféricos
usados para a interação homem-computador. Nos computadores pessoais modernos,
dispositivos comuns de entrada incluem o mouse (ou rato), o teclado, o
digitalizador e a webcam. Dispositivos comuns de saída incluem a caixa de som, o
monitor[3] e a impressora.
O que todos os dispositivos de entrada têm em comum é que eles precisam
codificar (converter) a informação de algum tipo em dados que podem ser
processados pelo sistema digital do computador. Dispositivos de saída por outro
lado, descodificam os dados em informação que é entendida pelo usuário do
computador. Neste sentido, um sistema de computadores digital é um exemplo de um
sistema de processamento de dados.
Processo este, que consiste basicamente em três fases: Entrada, Processameto e
Saída. Entendemos por entrada todo o procedimento de alimentação de informações,
que por sua vez serão processadas (fase de processamento) e após isso, são
repassadas as respostas ao usuário (saída).
Podemos ter dispositivos que funcionam tanto para entrada como para saída de
dados, como o modem e o drive de disquete. Atualmente, outro dispositivo de
híbrido de dados é a rede de computadores.
Blocos funcionais de um computador.[editar] BarramentosPara interligar todos
esses dispositivos existe uma placa de suporte especial, a placa-mãe, que
através de barramentos, fios e soquetes conecta todos os dispositivos. Sua
função inclui também a conexão de placas auxiliares que sub-controlam os
periféricos de entrada e saída, como a placa de som (conecta-se com a caixa de
som), a placa de vídeo (conecta-se com o monitor), placa de rede (conecta-se com
a LAN) e o fax-modem (conecta-se com a linha telefônica).
Nota-se que o barramento entre os componentes não constitui uma conexão
ponto-a-ponto; ele pode conectar logicamente diversos componentes utilizando o
mesmo conjunto de fios. O barramento pode utilizar uma interface serial ou uma
interface paralela.
Outros equipamentos adicionais usados em conjunto com a placa-mãe são o
dissipador, um pequeno ventilador para resfriar o processador, e a fonte de
energia, responsável pela alimentação de energia de todos os componentes do
computador.
Arquitetura de software
A principal característica dos computadores modernos, o que o
distingue de outras máquinas, é que pode ser programado. Isto significa que uma
lista de instruções pode ser armazenada na memória e executa posteriormente.
Diagrama de linguagem de programação compilada em linguagem de máquina.As
instruções executadas na ULA discutidas acima não são um rico conjunto de
instruções como a linguagem humana. O computador tem apenas um limitado número
de instruções bem definidas. Um exemplo típico de uma instrução existente na
maioria dos computadores é "copie o conteúdo da posição de memória 123 para a
posição de memória 456", "adicione o conteúdo da posição de memória 510 ao
conteúdo da posição 511 e coloque o resultado na posição 507" e "se o conteúdo
da posição 012 é igual a 0, a próxima instrução está na posição 678".
Instruções são representadas no computador como números - o código para "copiar"
poderia ser 007, por exemplo. O conjunto particular de instruções que um
computador possui é conhecido como a linguagem de máquina do computador. Na
prática, as pessoas não escrevem instruções diretamente na linguagem de máquina
mas em uma linguagem de programação, que é posteriormente traduzida na linguagem
de máquina através de programas especiais, como interpretadores e compiladores.
Algumas linguagens de programação se aproximam bastante da linguagem de máquina,
como o assembly (linguagem de baixo nível); por outro lado linguagens como o
Prolog são baseadas em princípios abstratos e se distanciam bastante dos
detalhes da operação da máquina (linguagens de alto nível).
A execução das instruções é tal como ler um livro. Apesar da pessoa normalmente
ler cada palavra e linha em sequência, é possível que algumas vezes ela volte
para pontos anteriores do texto de interesse ou passe sessões não interessantes.
Da mesma forma, um computador que segue a arquitetura de von Neumann executa
cada instrução de forma sequencial, da maneira como foram armazenadas na
memória. Mas, através de instruções especiais, o computador pode repetir
instruções ou avançá-las até que alguma condição seja satisfeita. Isso é chamado
controle do fluxo e é o que permite que o computador realize tarefas
repetitivamente sem intervenção humana.
Uma pessoa usando uma calculadora pode realizar operações aritméticas como somar
número apertando poucos botões. Mas somar sequencialmente os números de um a mil
iria requerer apertar milhares de vezes os botões, com uma alta probabilidade de
erro em alguma iteração. Por outro lado, computadores podem ser programados para
realizar tal tarefa com poucas instruções, e a execução e extremamente rápida.
Mas os computadores não conseguem pensar, eles somente executam as instruções
que fornecemos. Um humano instruído, ao enfrentar o problema da adição explicado
anteriormente, perceberia em algum momento que pode reduzir o problema usando a
seguinte equação:
e chegar na mesma resposta correta com pouco trabalho. Alguns computadores
modernos conseguem tomar algumas decisões para acelerar a execução dos programas
ao prever instruções futuras e reorganizar a ordem de instruções sem modificar
seu significado. Entretanto, os computadores ainda não conseguem determinar
instintivamente uma maneira mais eficiente de realizar sua tarefa, pois não
possuem conhecimento para tal [4].
Programas
Programas são simplesmente grandes listas de instruções para
o computador executar, tais com tabelas de dados. Muitos programas de computador
contêm milhões de instruções, e muitas destas instruções são executadas
repetidamente. Um computador pessoal típico (no ano de 2003) podia executar
cerca de dois a três bilhões de instruções por segundo. Os computadores não têm
a sua extraordinária capacidade devido a um conjunto de instruções complexo.
Apesar de existirem diferenças de projeto com CPU com um maior número de
instruções e mais complexas, os computadores executam milhões de instruções
simples combinadas, escritas por bons "programadores". Estas instruções
combinadas são escritas para realizar tarefas comuns como, por exemplo, desenhar
um ponto na tela. Tais instruções podem então ser utilizadas por outros
programadores.
Hoje em dia, muitos computadores aparentam executar vários programas ao mesmo
tempo, o que é normalmente conhecido como multitarefa. Na realidade, a CPU
executa as instruções de um programa por um curto período de tempo e, em
seguida, troca para um outro programa e executa algumas de suas instruções. Isto
cria a ilusão de vários programas sendo executados simultaneamente através do
compartilhamento do tempo da CPU entre os programas. Este compartilhamento de
tempo é normalmente controlado pelo sistema operacional. Nos casos em que o
computador possui dois núcleos de processamento, cada núcleo processa
informações de um programa, diminuindo assim o tempo de processamento.
Sistema operacional
Ver artigo principal: Sistema operacional
Um computador sempre precisa de no mínimo um programa em execução por todo o
tempo para operar. Tipicamente este programa é o sistema operacional (ou sistema
operativo), que determina quais programas vão executar, quando, e que recursos
(como memória e E / S) ele poderá utilizar. O sistema operacional também fornece
uma camada de abstração sobre o hardware, e dá acesso aos outros programas
fornecendo serviços, como programas gerenciadores de dispositivos ("drivers")
que permitem aos programadores escreverem programas para diferentes máquinas sem
a necessidade de conhecer especificidades de todos os dispositivos eletrônicos
de cada uma delas.
Impactos do computador na sociedade
Visualização gráfica de várias rotas em uma porção da Internet mostrando a
escalabilidade da redeSegundo Pierre Lévy, no livro "Cibercultura", o computador
não é mais um centro, e sim um nó, um terminal, um componente da rede universal
calculante. Em certo sentido, há apenas um único computador, mas é impossível
traçar seus limites, definir seu contorno. É um computador cujo centro está em
toda parte e a circunferência em lugar algum, um computador hipertextual,
disperso, vivo, fervilhante, inacabado: o ciberespaço em si.
O computador evoluiu em sua capacidade de armazenamento de informações, que é
cada vez maior, o que possibilita a todos um acesso cada vez maior a informação.
Isto significa que o computador agora representa apenas um ponto de um novo
espaço, o ciberespaço. Essas informações contidas em computadores de todo mundo
e presentes no ciberespaço, possibilitam aos usuários um acesso a novos mundos,
novas culturas, sem a locomoção física. Com todo este armazenamento de textos,
imagens, dados, etc.
Houve também uma grande mudança no comportamento empresarial, com uma forte
redução de custo e uma descompartimentalização das mesmas. Antes o que era
obstante agora é próximo, as máquinas, componentes do ciberespaço, com seus
compartimentos de saída, otimizaram o tempo e os custos.
Classificação dos computadores
Computadores podem ser classificados de acordo com a função
que exercem ou pelas suas dimensões (capacidade de processamento). A capacidade
de processamento é medida em flops.
Quanto à Capacidade de ProcessamentoMicrocomputador -
Também chamado Computador pessoal ou ainda Computador
doméstico. Segundo a Lista Top 10 Flops, chegam atualmente aos 107,58 GFlops[5]
(Core i7 980x da Intel).
Console ou videogame - Ao mesmo tempo função e capacidade. Não chega a ser um
computador propriamente dito, mas os atuais PlayStation 3 e Xbox 360 alcançam
218 e 115 GFlops respectivamente.
Mainframe - Um computador maior em tamanho e mais poderoso. Segundo a Lista
Top500 de jun/2010, ficam na casa dos TFlops (de 20 a 80 TFlops), recebendo o
nome comercial de servidores (naquela lista), que na verdade é a função para a
qual foram fabricados e não sua capacidade, que é de mainframe.
Supercomputador - Muito maior em dimensões, pesando algumas toneladas e capaz
de, em alguns casos, efetuar cálculos que levariam 100 anos para serem
calculados em um microcomputador. Seu desempenho ultrapassa 80 TFlops, chegando
a 1.750 TFlops (1,75 PFlops)[6].
Quanto às suas FunçõesConsole ou videogame -
Como dito não são computadores propriamente ditos, mas
atualmente conseguem realizar muitas, senão quase todas, as funções dos
computadores pessoais.
Servidor (server) - Um computador que serve uma rede de computadores. São de
diversos tipos. Tanto microcomputadores quanto mainframes são usados como
servidores.
Estação de trabalho (workstation) - Serve um único usuário e tende a possuir
hardware e software não encontráveis em computadores pessoais, embora
externamente se pareçam muito com os computadores pessoais. Tanto
microcomputadores quanto mainframes são usados como estações de trabalho.
Sistema embarcado, computador dedicado ou computador integrado (embedded
computer) - De menores proporções, é parte integrante de uma máquina ou
dispositivo. Por exemplo uma unidade de comando da injeção eletrônica de um
automóvel, que é específica para atuar no gerenciamento eletrônico do sistema de
injeção de combustível e ignição. Eles são chamados de dedicados pois executam
apenas a tarefa para a qual foram programados. Tendem a ter baixa capacidade de
processamento, às vezes inferior aos microcomputadores.
Fonte Wikipédia