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Página inicial      COMO MONTAR UM SERVIDOR




 

COMO MONTAR UM SERVIDOR    
 ESTUDO SOBRE COMO MONTAR UM SERVIDOR
 SOBRE MONTAGEM DE SERVIDORES

COMO MONTAR UM SERVIDOR

       

Na Internet, os servidores DNS formam uma gigantesca base de dados distribuída, que tem uma função crítica no funcionamento da rede. No topo da cadeia, temos os root servers, 14 servidores espalhados pelo mundo que tem como função responder a todas as requisições de resolução de domínio. Na verdade eles não respondem nada, apenas delegam o trabalho para servidores menores, responsáveis individuais dos domínios.

Um nome de domínio é lido da direita para a esquerda. Temos os domínios primários (top level domains, ou TLD's), como .com, .net, .info, .cc, .biz, etc., e em seguida os domínios secundários (country code TLD's), que recebem o prefixo de cada país, como .com.br ou .net.br. Neste caso, o "com" é um subdomínio do domínio "br".

A Internic cuida dos registros dos domínios raiz (.com, .org, .info e outros), enquanto a Fapesp responde pelos domínios com extensão .br (.com.br, .org.br, etc.).

O registro de domínios na Internic é menos burocrático, pois você não precisa ter uma empresa registrada. De qualquer forma, registrando seu domínio na Fapesp ou na Internic, você precisará fornecer dois endereços de DNS, para onde serão enviadas as consultas referentes ao seu domínio.

É aqui que entra a questão da autoridade. Sempre que é necessário resolver um domínio, o cliente faz uma requisição para o servidor DNS da rede, ou do provedor, informado na configuração da rede. O servidor contata um dos root servers e pergunta sobre o domínio. Se for um domínio .br, eles encaminham a requisição ao servidor da Fapesp, que é a autoridade responsável. Ele, por sua vez, verifica em sua base de dados quem é o servidor responsável pelo domínio e encaminha novamente a requisição para ele.

Ao registrar um domínio, você passa a ter autoridade sobre ele, e pode criar subdomínios a forma como quiser, como "fulano.meunome.com.br" ou "vendas.minhaempresa.com". Veja o caso dos servidores de hospedagem gratuita, como o HPG & cia. que criam milhões de subdomínios para as páginas hospedadas.

Resolver um nome de domínio é uma operação que pode demorar alguns segundos, por isso os servidores DNS armazenam um cache de domínios já resolvidos, minimizando o número de requisições. É por isso que quando você faz alguma mudança na configuração do domínio, demoram algumas horas para que ela se replique.

É por isso que, às vezes, você não consegue acessar um determinado site usando o DNS do provedor (que está desatualizado), mas consegue usando um DNS local, ou outro servidor qualquer.

Ao configurar um servidor web com o Apache, podemos hospedar vários sites no mesmo servidor (virtual host). Neste caso, especificamos o domínio e o diretório local correspondente a cada site, como em:

<VirtualHost *>
ServerAdmin webmaster@kurmin.com.br
ServerName www.kurumin.com.br
ServerAlias kurumin.com.br
DocumentRoot /var/www/kurumin
</VirtualHost>

A idéia aqui é que o visitante digita o nome de domínio do site no navegador e o Apache se encarrega de enviá-lo ao diretório correto. Mas, para que o cliente chegue até o servidor, faltam mais duas peças importantes.

A primeira é o registro do domínio, que pode ser feito na Fapesp, Internic ou outro órgão responsável. Ao registrar, você precisa fornecer dois endereços de DNS. Em muitos casos, o segundo DNS não é obrigatório, ele é apenas uma segurança para o caso do primeiro sair fora do ar. Uma opção muito usada para o segundo DNS é pedir para que algum amigo que também possua um servidor dedicado seja seu DNS secundário. Ele precisará apenas adicionar a configuração do seu domínio na configuração do DNS, o que é rápido e indolor.

Ao alugar um servidor dedicado, é comum que você receba dois ou mais endereços IP's válidos. Originalmente, seu servidor vai estar configurado para usar apenas um deles, mas você pode ativar o segundo (mesmo que o servidor possua apenas uma placa de rede) usando o ifconfig.

Se o segundo IP é o "64.234.23.13" e a placa de rede é a eth0, o comando seria:

# ifconfig eth0:1 64.234.23.13

A partir daí, seu servidor passa a responder pelos dois endereços IP, e você pode usá-lo simultaneamente como DNS primário e secundário.

Em casos onde o sistema não permite continuar sem fornecer o segundo endereço, e você realmente não tem um segundo IP, nem nenhum amigo que possa ser o secundário, existe mais um pequeno truque: conecte-se via modem na hora de fazer o registro, assim você terá dois endereços (o do link e o do modem) e conseguirá concluir o registro. Naturalmente, neste caso, você perde a redundância: se o seu DNS principal cair seu site ficará fora do ar.

Note que nem sempre esta questão da redundância é realmente um problema, pois se o servidor DNS está hospedado no mesmo servidor que seu site, não faz muita diferença ter dois servidores DNS, pois se o servidor principal cair, o site ficará fora do ar de qualquer forma. Sites maiores possuem sistemas de redundância e muitas vezes servidores DNS separados, o que cria uma malha de segurança. É por isso que é muito raro a página de um portal ficar fora do ar, por exemplo.

É aqui que acaba o trabalho deles e começa o seu. Ao acessar o domínio, o visitante é direcionado para o seu servidor DNS, que precisa responder por ele.

Se seu servidor estiver hospedando subdomínios, ou seja, endereços como "www.fulano.guiadohardware.net", "www.ciclano.guiadohardware.net", etc., como fazem serviços como o hpg, a configuração continua basicamente a mesma. Você especifica o sub-domínio do cliente na configuração do VirtualHost do Apache e também no servidor de DNS.

Uma observação importante é que para o Apache, o domínio "www.fulano.guiadohardware.net" é diferente de apenas "fulano.guiadohardware.net". Para que o site possa ser acessado tanto com o www quanto sem ele, é necessário incluir um "ServerAlias" na configuração de cada site, no Apache

Como no caso anterior, você deve informar o endereço do seu servidor de DNS no registro do domínio. Como os servidores de registro de domínio lêem as URLs de trás para a frente, todos os acessos a subdomínios dentro do "guiadohardware.net" serão enviados para o nosso seu servidor DNS, e daí para o servidor Apache.

O servidor DNS mais usado no Linux é o Bind, que aprenderemos a configurar aqui. Não existe problema em instalá-lo no mesmo servidor onde foi instalado o Apache e o Proftpd, embora do ponto de vista da segurança o ideal seja utilizar servidores separados ou um chroot.

Para instalar o Bind, procure pelo pacote "bind" ou "bind9" no gerenciador de pacotes da distribuição usada. No Debian ou Kurumin você instala com um "apt-get install bind" e no Mandriva com um "urpmi bind". No Slackware você encontra o pacote dentro da pasta "n" do primeiro CD. Ao instalar, verifique a versão incluída na distribuição. Use sempre o Bind 8 ou 9; nunca o Bind 4, que está em desuso.

O arquivo de configuração principal é o "/etc/bind/named.conf". Em versões antigas, o arquivo pode ser simplesmente "/etc/named.conf".

Por padrão, o Bind já vem configurado para trabalhar como um servidor DNS de cache para a rede local. Inicie o serviço com o comando "/etc/init.d/bind start" ou "service bind start" e configure os micros da rede interna para utilizarem o endereço IP do servidor onde foi instalado o bind como DNS (192.168.0.1 por exemplo), e você verá que eles já serão capazes de navegar normalmente, sem precisar mais do DNS do provedor.

O próximo passo é configurar o Bind para responder pelos domínios que você registrou. Vamos usar como exemplo o domínio "kurumin.com.br".

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