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Página inicial      ARQUIVOS E PASTAS DO COMPUTADOR




 

ARQUIVOS E PASTAS    
 ESTUDO SOBRE ARQUIVOS E PASTAS
 SOBRE ARQUIVOS E PASTAS

ARQUIVOS E PASTAS DO COMPUTADOR

       

     ARQUIVOS E PASTAS - 1

Todo e qualquer software ou informação gravada em nosso computador será guardada em uma unidade de disco, que vimos anteriormente (HD, disquete, CD, Zip, etc..). Essas informações só podem ser gravadas de uma forma: elas são transformadas em arquivos.

Não se preocupe: Arquivo é apenas a nomenclatura que usamos para definir Informação Gravada. Quando digitamos um texto ou quando desenhamos uma figura no computador, o programa (software) responsável pela operação nos dá o direito de gravar a informação com a qual estamos trabalhando e, após a gravação, ela é transformada em um arquivo e colocada em algum lugar em nossos discos. Essa é a operação que chamamos desalvar um arquivo.

Está bem! OK! Até aqui, nenhum problema, não é? Mas, em que lugar exatamente esse arquivo é gravado nos discos?

No momento da gravação, ou seja, após solicitarmos o comando salvar, o computador nos pede duas informações para prosseguir com o salvamento: O nome do arquivo e a pasta (diretório) onde ele será salvo.

Pasta é o nome que damos a certas “gavetas” no disco. Pastas são estruturas que dividem o disco em várias partes de tamanhos variados, como cômodos em uma casa. Uma pasta pode conter arquivos e outras pastas. As pastas são comumente chamadas de Diretórios, nome que possuíam antes. Lembre-se bem: Pastas são “gavetas”, arquivos são “documentos”. Portanto, nunca vai haver um arquivo que tem uma pasta dentro. As pastas guardam os arquivos e não o contrário!

Os arquivos e as pastas devem ter um nome. O nome é dado no momento da criação. A Regra para nomenclatura de arquivos e pastas varia para cada Sistema Operacional. No Windows, que vamos estudar neste material, os nomes podem conter até 256 caracteres (letras, números, espaço em branco, símbolos), com exceção destes / \ | > < * ? : “ que são reservados pelo Windows.

Os arquivos são gravados nas unidades de disco, e ficam lá até que sejam apagados. Quando solicitamos trabalhar com um arquivo anteriormente gravado (esse processo chama-se abrir o arquivo), o arquivo permanece no disco e uma cópia de suas informações é jogada na memória RAM para que possamos editá-lo. Ao abrir um arquivo, pode-se alterá-lo indiscriminadamente, mas as alterações só terão efeito definitivo se o salvarmos novamente. Quando salvamos um arquivo pela segunda vez em diante, ele não nos solicitará mais um nome e um local, isso só acontece na primeira gravação.
 


 

 ARQUIVOS E PASTAS - 2

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.

Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.

Este é semi-automático

Em termos de precisão, minha abordagem está mais para rifle automático do que para bisturi. Mas vem funcionando bem, e eu venho migrando essa minha estrutura de pastas de micro em micro já há alguns anos, juntamente com os scripts que cuidam dela para mim. E é isso que compartilharei hoje com vocês, contando com suas manifestações e complementos nos comentários.
Meu histórico: um profissional dos arquivos perdidos

Durante anos eu trabalhei como administrador de rede e sistemas, e uma das tarefas mais chatas que ocorriam regularmente era a necessidade de ajudar algum usuário a localizar o arquivo que ele tinha perdido.

Em chamas!

Esse tipo de contratempo dos usuários (geralmente resolvido após algum esforço) acontecia em basicamente 2 cenários:

a) o usuário era meticulosamente organizado, adotava nomes de arquivo padronizados (tipo “oficio-004-2010.doc”) criava sua própria estrutura de pastas e subpastas, em vários níveis, divididas cronologicamente, por projeto, em ordem alfabética do assunto, etc. e subitamente percebia que o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado não estava mais na “pasta certa”, ou

b) o usuário não se esforçava por classificar seus arquivos, centenas deles eram gravados em uma mesma pasta, sempre com o nome default que o editor de texto ou planilha sugeria, e subitamente ele percebia que não estava conseguindo encontrar o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado, mas não sabia o nome.

Com o tempo percebi um padrão: a solução SEMPRE era mais fácil nos casos em que os nomes de arquivos eram escolhidos de forma manual, e meticulosamente. Portanto, se você se satisfizer com a dica à qual eu atribuo 80% da minha efetividade em localizar rapidamente os arquivos que preciso usar, pode parar de ler por aqui mesmo, e lembrar de sempre adotar nomes de arquivos que apresentem palavras-chave sobre o seu conteúdo: esqueça o “oficio-004-2010″, e adote o “of-004-10-solicita-contrato-consultor”, ou qualquer outro padrão que permita uma rápida busca por palavra chave a partir do nome do arquivo, sem ter de ficar clicando para abrir cada um dos numerozinhos que aparecem na sua pasta.
A organização em pastas

Aquele cenário (a), acima, do usuário meticuloso que cria uma intrincada estrutura de pastas e subpastas, me parece bastante comum, e quase invariavelmente esbarra em uma mesma limitação: divisões por temas e subtemas fazem com que muitas vezes um mesmo arquivo se encaixasse muito bem em mais de uma categoria, e aí o usuário precisa fazer escolhas na hora de gravar, e não necessariamente vai lembrar disso na hora de procurar.

E em um sistema assim compartimentalizado, na hora em que se percebe que o arquivo não está na pasta em que achávamos que ele estaria, muitas vezes é necessária uma busca um pouco mais trabalhosa, navegando pela estrutura de pastas e subpastas e inspecionando cada uma delas.

A coisa piora quando os nomes de arquivos são pouco descritivos (e o usuário precisa ficar abrindo para olhar o conteúdo), e fracassa de vez quando, ao não encontrar o arquivo na pasta em que procurou inicialmente, o usuário acredita que ele foi removido, sem lembrar que algumas semanas atrás havia motivo para guardá-lo em uma outra pasta.

Excesso de pastas me atrapalha bastante

Existem diversos artifícios para lidar com isso, desde o simples (mas trabalhoso de manter) hábito de manter atalhos ou links para os documentos em todas as pastas que eles poderiam caber, até o uso de aplicativos e utilitários para fazer indexação, busca semântica e agregar metadados aos arquivos.

Eu já tentei vários deles, principalmente pelas camadas adicionais de complexidade que eles agregam aos procedimentos de restauração dos dados após uma reinstalação de sistema operacional, pela dificuldade de interoperar em ambientes em que arquivos são enviados e compartilhados entre múltiplos usuários, etc. Se eles funcionam para você, vá fundo (especialmente se no seu sistema for possível atribuir “tags” aos arquivos) – mas para mim, a minha forma simplificada satisfaz mais ;-)
A *minha* organização geral em pastas

Um dos princípios do GTD que eu assumo no meu dia-a-dia é de que os métodos de arquivamento devem estar sempre à mão, sem serem obstrusivos nem inacessíveis – se o gaveteiro fica do outro lado da sala, a tendência a deixar papéis empilhados em cima da mesa aumenta. E este é o princípio que apliquei ao meu método de classificar os arquivos no PC.

Como eu tenho já arraigado o hábito de dar nomes BEM descritivos aos meus arquivos, para mim é vantajoso concentrar os arquivos em poucas pastas, pois os próprios recursos nativos do sistema operacional me facilitam a busca visual pelos nomes dos arquivos, além de oferecer recursos comuns como ordenação por nome, por data, por tipo, etc. – e, quando necessário, basta pressionar poucas teclas para listar todos os arquivos que tenham em seu nome a palavra-chave que eu estiver procurando.

Assim sendo, eu adotei uma pasta geral (vamos chamá-la de “/Arquivos”) abaixo da qual existem 4 subpastas genéricas: /Arquivos/textos, /Arquivos/imagens, /Arquivos/compactados e /Arquivos/media. As 3 primeiras não têm subpastas, mas a última ainda se divide em /Arquivos/media/audio e /Arquivos/media/video.
[Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim >>> ExplorerRobot b.jpg - fonte: detail RM Space Explorer Robot b.jpg (imagem JPEG, 375×500 pixels)

Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim

Como a organização é com base no formato, e não no conteúdo, eu simplesmente vou gravando todos os meus novos arquivos diretamente no /Arquivos, sem me preocupar em colocar nada no lugar certo. De manhã cedo, todos os dias, um pequeno script roda no meu computador, procura no /Arquivos tudo o que estiver gravado lá há mais de 3 dias sem alteração, e se encarrega de mover para a pasta certa.

Assim, as funções de “documentos recentes” do editor de texto e da planilha continuam funcionando bem (pois documentos mexidos há menos de 3 dias nunca são movidos), e tudo que eu já concluí ou parei de usar de forma imediata vai “sozinho” para a pasta apropriada, onde eu encontrarei (pelo nome ou pela data) sempre que precisar.

Uma vantagem extra é que no caso de eu reabrir um documento que já havia sido “arquivado” pelo script, e aí voltar a gravar uma versão editada dele no /Arquivos, no momento do rearquivamento automático (após 3 dias), o script preservará automaticamente a versão anterior também, renumerando-a, como se fosse uma versão simplificada de um sistema individual de controle de versões que faz o mais essencial: permite retroceder a versões antigas, que sempre permanecem fáceis de localizar.

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