História - HISTÓRIA TESTES - EXERCÍCIOS

          

 

 

 

 

HISTÓRIA TESTES

 

1) “Até 1964 o aparelho militar brasileiro se posicionou na condição arbitral-tutelar, isto é, com a ameaça ou em meio a uma crise institucional, os militares deixavam os quartéis e intervinham na ordem política para, logo em seguida, transferir o poder aos civis. Após o processo intervencionista, já com os civis na direção do Estado, as Forças Armadas abandonavam o papel de árbitros e transformavam-se em forças tutelares, estabelecendo os limites da ação civil. Porém, a partir de 1964, as Forças Armadas intervêm no processo político, sem, contudo transferir o poder aos civis, agindo, nesse novo contexto como atores dirigentes e hegemônicos.”
(BORGES, Nilson. “A Doutrina de Segurança Nacional e os governos militares”. Jorge Ferreira e Lucília Delgado
(org.). O Brasil Republicano. RJ, Civilização Brasileira, 2003. Vol.4, p.16)

De acordo com a citação acima, é CORRETO afirmar que:

a) Antes de 1964, As Forças Armadas não ambicionavam o poder, limitando-se à sua função arbitral-tutelar.
b) O ano de 1964 representou uma redefinição do tradicional papel das forças armadas em meio a uma crise institucional.
c) Logo após as intervenções, os militares atuavam como árbitros dos conflitos políticos, declinando de seu papel tutelar.
d) As intervenções militares, em momentos de instabilidade institucional, visam garantir a preservação do poder civil instituído.
e) Nenhuma das alternativas acima


2) O período entre 1946 e 1964 foi marcado por grande instabilidade política no Brasil. Um momento de relativa calma foi o governo Juscelino Kubitschek (JK). Acerca do governo JK, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.

I - A inflação foi mantida sob controle e não houve aumentos significativos nos preços durante o seu governo.
II - O programa de metas produziu poucos resultados, e foi considerado um fracasso.
III - O programa de metas abrangia 31 objetivos, sendo que a meta-síntese era a construção de Brasília.
IV - O governo JK enfrentou tentativas de golpes militares.

Estão certos apenas os itens:

a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) III e IV.
e) Nenhuma das alternativas acima


3) Essa palavra recente tem dois sentidos, eu não a encontrei antes de 1766; encontrei-a nessa data pela primeira vez, no L’Antiquité dévoilée de Boulanger, obra póstuma publicada pelo barão de Holbach. Um termo bastante vago, que empregam vulgarmente os jornais, as revistas, os livros, quando falam de progresso, de derrotas, de conquistas, de vicissitudes (...), e que eles subentendem um julgamento de valor. O outro sentido da palavra é muito mais preciso e positivo. Eu o chamarei de sentido etnográfico. (...) É o conjunto das características que a vida coletiva de um grupo apresenta aos olhos de um observador imparcial e objetivo.
(Febvre, Lucien. A Europa. Gênese de uma civilização. Trad. Bauru: EDUSC, 2004, p. 66)
O conceito ao qual o autor faz referência, que na escala de compreensão, segundo as Orientações Curriculares para o Ensino Médio − História, recebe a denominação de “categoria”, é:

a) civilização.
b) nação.
c) cultura.
d) povo.
e) identidade.


4) Na visão de Jacques Le Goff, os estudos comparativos realizados pelas ciências humanas entre sociedades com e sem escrita acerca da memória coletiva revelam que:

a) a memorização literal, palavra por palavra, de narrativas e conteúdos foi fundamental no estabelecimento de contatos entre as culturas ágrafas e as culturas com escrita.
b) os mecanismos de memorização de narrativas míticas e heróicas nas culturas sem escrita prescindem da memorização literal e se baseiam em uma reconstrução generativa pelos próprios narradores.
c) a dificuldade em memorizar longos conteúdos de narrativas míticas e heróicas a serem transmitidos coletivamente fez com que muitas culturas sem escrita apagassem suas lembranças e tradições.
d) a invenção da escrita levou ao completo desaparecimento, nas culturas ocidentais, dos indivíduos responsáveis pela memorização e transmissão de narrativas míticas e heróicas entre gerações.
e) as narrativas míticas e heróicas, por apresentarem inúmeras imprecisões, não podem ser consideradas por historiadores, antropólogos, sociólogos e etnólogos como elementos de análise do passado das culturas sem escrita.


5) (...) não só aldeias vizinhas, mas também as mais distantes trocavam seus produtos. De mão em mão, esses produtos podiam percorrer grandes distâncias, cujo exemplo extremo é o caso das contas indianas e cacos de porcelana chinesa encontrados em escavações na região de Zimbabués. Se nem todos os povos africanos estavam envolvidos com comércio à longa distância, como o que estava presente no Sael, nas cidades da costa oriental e na costa atlântica a partir do século XV, quase todos mantinham algum tipo de troca com seus vizinhos mais ou menos próximos. Rotas fluviais e terrestres existiam nas bacias dos rios mais importantes e nas regiões entre eles.
Marina de Mello e Souza. África e Brasil Africano. São Paulo: Ática, 2006, p. 43)
A partir do texto é possível afirmar que a vitalidade do comércio dentro do continente africano, de curta, média e longa distância,

a) reforça a ideia de existência de uma África subsaariana definida como um todo homogêneo, indiviso e estático, marcado pelo primitivismo nas relações com o outro.
b) apresenta a África como um continente marcado pela luta para promover a unificação política dos vários povos e culturas por meio dos intercâmbios comerciais.
c) permite identificar as principais organizações sociais e políticas na África pré-colonial, genericamente denominadas reinos e impérios e os sistemas de governo local.
d) afasta a ideia de um continente cindido em duas partes incomunicáveis, ao mesmo tempo que supera a ideia de homogeneização da África subsaariana.
e) derruba a tese que define a África como um continente que é um verdadeiro mosaico de heterogeneidades, uma totalidade caracterizada pela complexa diversidade cultural.


6) (...) Não se pode esquecer que a produção do conhecimento exige compromisso de ordem cultural, social e política, o que impede qualquer chance de neutralidade, complicando um pouco mais as coisas para o professor de História. Assim, mesmo que as opções políticas dos professores de Matemática, por exemplo, não impliquem práticas diferentes de ensinar equações, ensinar História significa, também, comprometer-se com valores que desenham a sociedade. Entretanto, nada disso significa que as aulas de História devam transformar-se em espaço para a militância partidária ou de raciocínio limitado à oposição estreita e maniqueísta entre bons e maus. (Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino de História para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. p. 42)
Com base no texto, é correto afirmar que cabe ao professor a delicada tarefa de:

a) entender que o ensino de História deve permitir a elaboração de conceitos e métodos de análise, de interpretação e de comparação dos fatos históricos.
b) esclarecer os temas trabalhados em sala de aula, inclusive considerando que, mais que ensinar História, sua função é levar o aluno a aprender História.
c) reconhecer que ensinar História é, antes de mais nada, fabricar artesanalmente os saberes, inseri-los na sociedade e num sistema de comunicação e trabalho.
d) dar condições para que o aluno possa participar do processo de construção e do fazer política na comunidade em que vive, por meio do ensino de História.
e) ser, nas aulas de História, o produtor do saber, partícipe da produção do conhecimento histórico do passado que possa explicar e fazer entender o presente.


7) Pode-se afirmar que o professor, ao propor essa atividade, pretendeu levar os alunos a:

a) relacionar um fenômeno sociopolítico do passado com o contexto brasileiro atual.
b) demonstrar a inexistência de práticas clientelistas no cenário político brasileiro atual.
c) perceber a ruptura entre o passado político e o presente no ensino de História.
d) descobrir as semelhanças entre o regime democrático do presente e um regime do passado.
e) participar do processo de desenvolvimento dos fatos históricos do passado e do presente.


8) Qual foi o importante papel desempenhado pelo Forte de São Joaquim no período de Colonização do Estado de Roraima?

a) Ele abrigava o representante da Província de São José do Rio Negro, maior autoridade de todo o território do Rio Branco.
b) Ele abrigava a Coroa Portuguesa que chegou ao Brasil pela região Norte para assumir o comando da Colônia.
c) Ele abrigava os índios que eram catequizados e não podiam mais voltar para suas tribos, pois já haviam tido contato com os brancos.
d) Ele abrigava o Governo do Estado de Boa Vista, como era denominada a região em meados do século XIX.
e) Ele apenas servia como depósito de armas de fogo para combater as invasões francesas na região.


9) Enquanto em quase todo o continente americano a data da independência nacional coincide com a da proclamação da República, no Brasil existem duas datas: sete de setembro e quinze de novembro. Isto se explica historicamente porque nosso processo de independência foi caracterizado pela:

a) atuação do príncipe regente Pedro I, que era monarca do Brasil e de Portugal. Na Independência, a identidade brasileira foi definida pela adesão à causa brasileira, o que levou muitos portugueses a permanecerem no Brasil, tornando o novo país monárquico.
b) marcante participação da elite portuguesa e monárquica liderada por D. João VI, que fez subir ao poder seu filho brasileiro, o príncipe Pedro I. Com este golpe, o Brasil tornou-se uma monarquia e não uma República.
c) presença insignificante de republicanos, que foram presos e torturados pela monarquia lusitana que permaneceu no poder com D. Pedro I mesmo após a independência brasileira de 1822.
d) participação pequena do povo, que, com seu alto grau de isolamento e analfabetismo, via no príncipe português Pedro I um salvador da nova pátria brasileira, dando a ele o título de defensor perpétuo e permitindo que ele criasse a monarquia no país, diante do ódio popular à república.


10) O Grande Cisma do Oriente, ocorrido em 1054, teve como consequência:

a) A organização da primeira Cruzada, chamada Cruzada dos Nobres.
b) O comando do Estado e a proteção da Igreja pelo imperador.
c) A Questão das Investiduras, que proibia a investidura de clérigos por leigos.
d) A divisão da Igreja cristã em Católica Romana e Ortodoxa Grega.
e) A transferência da sede da Igreja Católica de Roma para a cidade de Avignon.


 

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